da floricultura.
Esse é um post um tanto diferente. Trata-se do Tumblr do dono de uma floricultura aqui de São Paulo. Ele copia a mensagem dos cartões que vão junto das flores.
Esse é um post um tanto diferente. Trata-se do Tumblr do dono de uma floricultura aqui de São Paulo. Ele copia a mensagem dos cartões que vão junto das flores.
Eu já aderi!
I wanna hold you so much!
Honey pie you are making me crazy
I’m in love but I’m lazy
So won’t you please come home.
(Source: nicklugo, via i-heart-it)
Tenho buscado desacelerar, ir com mais calma quando a sensação é de descer a serra correndo, na banguela e parecer que vai perder o freio do carro, fazendo-me estatelar num poste, igual o caso daquele ciclista e a curva.
Só que eu não me machuca mais, né? Tem sempre o medo da ferida que não me deixa arriscar. Lembra dos joelhos ralados, onde nem dava tempo de tirar a casquinha? Pensei nisso pois não foram poucas as vezes que caí de bicicleta ou carrinho de rolimã e as palmas das minhas mãos ficaram no mínimo raladas para salvar alguns dentes e o nariz.
Mas minha questão é: “É nostalgia sentir saudade de ter as mãos avermelhadas e latejando pelo paralelepípedo? Ou é sadismo poder se machucar, ficar sarado e se machucar de novo?”
To falando isso porque lembrei daquela piada velha dos dois caras que vão brigar e um diz para o outro “Só não bate no rosto, que amanhã eu trabalho”.
Não posso mais ficar doente, me machucar ou sofrer, nessa altura do campeonato, certo? Tenho coisas a fazer e não posso me dar ao luxo de ficar machucado. Então, acabo diminuindo minhas feridas e, quando vejo, não estou mais descendo na banguela e piso no freio a cada sinal de perigo.

Não era a hora certa para dizer adeus, mas mesmo assim eles o fizeram, pois assim ele queria. Naquele ponto a estrada se apresentava distinta para ambos, não era bem uma bifurcação… Parecia que um estava a querer voltar e o outro a seguir, ou talvez voltar também. Pois já não lembravam de onde vinham, dormiram naquele ponto o tempo suficiente – no tempo deles – para esquecerem quem eram antes. Construiram um lar, plantaram árvores e o jardim estava florido e ainda assim parecia que haviam chegado por ali há pouco tempo.
Os caminhos distintos em sentido mas de mesma direção talvez os conduzissem a um reencontro lá no futuro, milhas adiante. O problema eram os atalhos. Ele era fã dos atalhos, queria chegar logo, rápido. Chegar logo e… e partir novamente! Ela, mais paciente gostava da demora da viagem, queria chegar no momento exato – “exato do que?”, ele se perguntava. Pois, ela nunca procurava atalhos ou apressar o passo!

Partiram, cada um para o seu lado.
Ela a passos rápidos e largos, lágrimas pulando à face, energicamente olhava para trás. Queria voltar correndo para ele… E quanto mais queria voltar mais acelerava os passos adiante. De qualquer forma ele nunca olhava para trás. Ele a ignorava. Parecia calmo desde ali, tão longe já. Sempre aquela calma que a fazia sentir desprezada. Mais ela chorava, mais rápido ia, aos soluços agora. “Ai que dor! Sabia que me ignorava, já não era de hoje…”.
Ele, desde que decidira ir-se, criara aquela coisa… aquilo que se parecia com ela! Ele não sabia o que fazer, desfrutar da companhia dela doía muito pois cada minuto parecia mais com o adeus do tamanho de uma vida inteira. O que ela chamara de “eu mesmo” ficara parado no mesmo lugar, ela sabia que ele iria andar rápido como sempre e não perceberia que “eu mesmo” estava parado. Enquanto isso ela o seguia, por de trás da árvore que eles haviam plantado ontem mesmo e já dava frutos… Olhos d’água até… sumiu.
Baseado no texto de Pablo
Minha oração é bem curta pra não entediar;
E vamo que vamo, que vamo que vamo, que dá.
Pinta teus lábios vermelho urucum e escreve tua boca em mim.
(Source: giovanabaia)
Todo fim é um recomeço.
- e vice versa.